quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

SEMANA CATEQUÉTICA 2018

De 23 a 26 de Janeiro de 2018 das 19h30 às 21h30, ocorreu a Semana Catequética no salão paroquial.
Pe. José Eduardo escolheu com carinho os temas desse ano, de acordo com a compreensão da caminhada da catequese.

1º Tema: DESAFIOS DA CATEQUESE NUM TEMPO DE MUDANÇAS
(Palestra do Pe. José Eduardo Ferreira em 23/01/2018)

1. MUDANÇAS: UM TEMPO EM EBULIÇÃO (Ver)
1.1. Marcas deste tempo

 .     Vivemos uma época de transformações profundas. Não se trata de “época de mudanças”, mas de uma “mudança de época”. As mudanças vão surgindo, tudo muda o tempo todo e não sabemos qual mudança vai ficar, vai durar, o que vai ser estável amanhã ou não. Esta é a era fluída, a era liquida, expressão cunhada pelo sociólogo Polonês Zygmunt Bauman (2004), para definir a era da pós-modernidade.
.       Ele define com eficiência a realidade que vivenciamos hoje, na qual o "descartável e fluido" prevalece ocupando o lugar do duradouro e sólido. O mundo escorre pelas mãos em segundos, temos a sensação de que tudo é um encanto passageiro. E a marca deste mundo líquido é o individualismo.
.       Customização da fé
.       Mercantilização das relações e dos costumes
.       Cultura do descartável


1.2. Desafios
.     O grande desafio dessa era pós-moderna e fluída é não se tornar volúvel nos pensamentos e ações. Não temos que só produzir, consumir, obedecer, comprar, usar, ler e jogar fora.
.    Os mecanismos do sistema de interação humana continuarão sendo complexos e de cooperação, de engajamento mútuo entre as pessoas. Precisaremos das outras pessoas, da interação face a face, dos vínculos afetivos duradouros, da interdependência entre as comunidades e famílias.

1.3. Perspectivas
O que devemos fazer com tantas informações? Conhecimento e poder sempre andaram de mãos dadas, mas atualmente, a informação precisa ser filtrada, precisamos refletir sobre ela, nunca perder o senso crítico, focar no substancial. Devemos nos concentrar naquilo que é mais importante e emergente.
·    Em virtude do enfraquecimento das instituições e tradições, cresce a responsabilidade pessoal. Em outras épocas, instituições e tradições protegiam bem mais os indivíduos.
·    Nesta mudança de época, instituições e tradições tendem a ser socioculturalmente julgadas com base na ação dos indivíduos. Em tempos de perplexidade e incertezas, os discípulos missionários necessitam de retidão ainda maior e fidelidade a Cristo ao pensar, sentir e agir. Devem verificar se estão deixando de realmente defender, promover e testemunhar a vida em todas as suas dimensões.
·    Nesse contexto sociocultural, o discípulo missionário não desanima nem se acomoda, mas reage segundo o espírito das bem-aventuranças (Mt 5,1ss), colocando-se atento na presença do Senhor (1Sm 3,9-10). Ele crê que o Espírito é a força de Deus presente na vida das pessoas e da comunidade eclesial e confia que Ele o conduz, orienta e ilumina. Não faltam sinais de esperança.
·    Constata-se o avanço do trabalho de leigos na Igreja e na sociedade, ministros ordenados e membros da vida consagrada se dedicam com ardor à missão, comunidades respondem aos novos desafios, setores de juventude se organizam, crescem movimentos, associações, grupos, pastorais e serviços.
·    “Os desafios existem para serem superados. […] Não deixemos que nos roubem a força missionária”. Eles oferecem oportunidade para discernir as urgências da ação evangelizadora. Este é um tempo para responder de modo missionário à mudança de época, com o recomeçar a partir de Jesus Cristo, através de “novo ardor, novos métodos e nova expressão”, com “criatividade pastoral”. “O semeador, quando vê surgir o joio no meio do trigo, não tem reações lastimosas ou alarmistas. Encontra o modo para fazer com que a Palavra se encarne numa situação concreta e dê frutos de vida nova”.

2.  OBJETIVOS: O ENSINAMENTO DE JESUS E A IGREJA (Julgar)
·    Proclamar que o Reino de Deus chegou em nosso meio: Lc 4,18ss “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou pela unção para evangelizar os pobres”. Essa é a boa nova evangelho, isto é, boa notícia do Reino de Deus. Este é o cerne da missão de Jesus. E não podia ser diferente para a Igreja. O objetivo geral da Igreja no Brasil (DGAE) diz bem claro: EVANGELIZAR a partir de Jesus Cristo, a luz da evangélica opção pelos pobres, o Reino definitivo.
·    E mais adiante no mesmo evangelho de Lucas vemos Jesus enviando os Doze (apóstolos), “...e enviou-os a proclamar o reino de Deus e a curar”. (Lc 9,2)
·    A Igreja, fiel a Jesus Cristo, coloca-se a serviço do Reino de Deus. Os evangelhos apresentam o Reino como o centro da vida e da pregação de Jesus. “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo. Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Afirmar que o Reino de Deus está próximo é anunciar que Deus mesmo está próximo. Seu reinado significa sua atuação salvadora e sua proximidade paterna e misericordiosa para com todos, especialmente para com os pobres, marginalizados e sofredores de todo tipo. Por isso, a pregação e a conduta de Jesus suscitaram surpresa, fascínio e entusiasmo, mas despertaram também suspeitas, fechamento, escândalo e ódio.
·    Reino de Deus não é apenas a mensagem de Jesus. Ele mesmo é a chegada desse Reino. Sua mensagem e sua pessoa são inseparáveis. Nele, o Reino é dado gratuitamente (Mt 21,34; Lc 12,32), é deixado em herança (Mt 25,34; Lc 22,29). Cabe ao discípulo acolhe-lo por meio da conversão e da  (Mc 1,15). Como afirma o Papa Francisco, “o primado é sempre de Deus”, “a verdadeira novidade é aquela que o próprio Deus misteriosamente quer produzir”, “a iniciativa pertence a Deus”.

3.  AS AÇÕES: A COMUNIDADE PAROQUIAL E OS CATEQUISTAS (Agir)
3.1. Não tem receita pronta
·   Formações, retiros, escola de evangelização tudo isso continua a ser válido e faz parte irrenunciável para quem quer ser um bom catequista. Mas é preciso acrescentar um elemento, que foi meio abafado por conta, talvez da “burocratização” do trabalho catequético nas nossas paróquias. O trabalho rotineiro foi minando a motivação e a criatividade. 

3.2. A dimensão missionária da Igreja.
·    O Papa Francisco teve essa inspiração que nos dá a direção exata por onde devemos caminhar na catequese:  A igreja deve sair de si mesma, rumo às periferias existenciais. Uma igreja auto referencial prende Jesus Cristo dentro de si e não o deixa sair. É a igreja mundana, que vive para si mesma. (9 de março de 2013) 

"Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo: os estilos, os horários, a linguagem, numa atitude constante de saída" (Evangelii Gaudium 26-27).

·    Catequese missionária: Saiamos, para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a Igreja, aquilo que, muitas vezes, disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada, por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. (Evangelii Gaudium- 49) 
·    Família: Envolver as famílias neste processo catequético
·   Grupo de catequistas: O catequista é convidado a “viver sua experiência cristã e sua missão dentro de um grupo de catequistas. O grupo de catequistas expressa o caráter comunitário da tarefa catequética” (CR 151).·É no grupo que se faz experiência de convivência fraterna, onde se aprofunda a fé, se celebra e reza junto. Participando do seu grupo, o catequista já está em processo formativo. O grupo ajuda a desfazer medos, inseguranças no início da caminhada e ao longo dela.
·    Músicas, histórias e teatros: Os episódios mais importantes da bíblia e da vida da igreja e da paróquia podem ser ilustrados através dessas artes.
·    Metas: Planejamento e organização. Sem isso a catequese não chega onde queremos. Um conjunto de atividades articuladas entre si que vão ser avaliadas e julgadas ao longo do caminho catequético paroquial.

2º Tema: CATEQUESE JUNTO À PESSOA COM DEFICIÊNCIA
(Palestra de Sandra em 24/01/2018)
Sandra falou sobre sua história de vida. Uma menina que teve poliomelite e perdeu o movimento das pernas, mas não a alegria de viver.
Desde cedo, precisou batalhar muito para conseguir as coisas, mesmo dentro de casa. Ainda criança precisou convencer o pai do seu direito de estudar e passaram a levá-la à escola no colo - o que era muito custoso, porque ela não usava muleta nem cadeira de rodas. E assim foram inúmeras outras situações, sempre agindo com coragem e firmeza, mostrando o direito à assessibilidade, diante de tantas dificuldades que lhe são impostas. E nos fez perceber que a própria pessoa com deficiência pode mostrar-nos a melhor forma de atendê-la, não apenas ajudá-la. 
Com toda essa disposição e alegria, hoje, Sandra é representante da causa das pessoas com deficiência em várias instâncias. 
Que Deus a abençoe a continuar nos ensinando e encantando com seu testemunho de esperança, coragem e de fé!

3º Tema: A VOCAÇÃO DO CATEQUISTA
(Palestra de José Rosildo Santos em 25/01/2018) - Anotações de Antonio Caldeira*
* Devemos ser o reflexo de Jesus Cristo. (Rosildo Santos)

* A luz é JESUS CRISTO que brilha através de nós. Estamos aqui para iluminar. (Rosildo Santos)

* Se no futuro, não tiver catequista, ninguém irá conhecer e se apaixonar por Jesus Cristo. (Gerlane Siqueira)

* O catequista é o alicerce que faz a comunidade crescer. (Cristiano).

Cada vez que participamos da Semana Catequética, a espiritualidade cristã floresce em nosso meio. Ótima formação! Amanhã tem mais!


4º Tema: CATEQUESE E LITURGIA
(Palestra de Pe. Diogo Shishito em 26/01/2018) – Anotações de Antonio Caldeira*
* Não adianta fazer a experiência, sem o conhecimento por trás. (Pe. Diogo Shishito)
* A catequese é um processo que nos torna discípulo missionário. (Pe. Diogo Shishito)
* A catequese se não estiver ligada à liturgia, será um pacote de bolacha vazio
A catequese se não tiver ligado a liturgia. (Pe. Diogo Shishito)
* )
*O melhor é o significado e não as formas. (Pe. Diogo Shishito)

- oie


Hoje a Semana Catequética terminou com chave de ouro, com o gostinho de “quero mais”! Aprendemos a forma e diferença de abordagem da Catequese e da Liturgia. Tudo ligado com a oração inicial: João 3 e o canto em oração (“A nossa missão” da Adriana Arydes.)

Parabéns a todos que organizaram e participaram! Bebemos de uma água viva!
Agora partir para missão! Deus nos abençoe!
Hoje a Semana Catequética terminou com chave de ouro, com o gostinho de “quero mais”! Aprendemos a forma e diferença de abordagem da Catequese e da Liturgia. Tudo ligado com a oração inicial: João 3 e o canto em oração (“A nossa missão” da Adriana Arydes. Parabéns a todos que organizaram e participaram! Bebemos de uma água viva! Agora partir para missão! Deus nos abençoe!

sábado, 17 de fevereiro de 2018

IGREJA EM SAÍDA

No mês de janeiro, a liturgia da igreja é muito rica: é o mês missionário por excelência. Assim sendo, no dia 14/1 (2º Domingo do Tempo Comum), no final da Missa das 11h, Pe. José Eduardo abençoou e fez o envio dos catequistas missionários, que visitarão as famílias dos adolescentes que receberam o Crisma no ano de 2017. Aproveitando esse momento, fez um novo chamado, àqueles que se sentirem tocados a serem catequistas ou missionários. A Igreja precisa de muitos evangelizadores, para poder atingir a todos!

«Toda autoridade foi dada a mim no céu e na terra. Portanto, vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que ordenei a vocês. Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo.» (Mt 28,18-20)

Anexo 1 - Rito do envio (após a Oração após a comunhão)

1. BENÇÃO SOBRE AS CRUZES
(DIR:) OREMOS: Senhor, Pai Santo, que fizestes da cruz do vosso Filho a fonte de todas as bênçãos e a origem de todas as graças, olhai com bondade para nós, vossos servos, que apresentamos estas cruzes como sinal de nossa fé e concedei-nos que, vivendo na terra, sempre unidos ao mistério da Paixão de Cristo, alcancemos no Céu as alegrias eternas da ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.
(Os missionários, um a um, aproximam-se do Padre, que entrega a cruz dizendo:)
(DIR:) Recebei a cruz, sinal do amor de Cristo e da missão a que a Igreja vos destina.
(MISSIONÁRIOS:) AMÉM.
(O padre acolhe cada missionário com um abraço.)

2. ENVIO
Padre: A nossa proteção está no nome do Senhor.
Todos: Que fez o céu e a terra.
Padre: Bendito seja o nome do Senhor!
Todos: Agora e para sempre.
Padre: O Senhor esteja convosco.
Todos: Ele está no meio de nós.
Padre: Oremos: Ó Deus, que enviastes vosso dileto Filho Jesus Cristo para trazer a Boa Nova da salvação ao mundo, infundi em toda a nossa Igreja um novo ânimo missionário, para que o vosso Reino seja anunciado e acolhido em todas as famílias.
Portanto, dignai-vos, ó Deus, abençoar estes + vossos filhos, a fim de que possam, como discípulos vossos, anunciar o Evangelho de Jesus Cristo. Amém.
Como Jesus enviou em missão os discípulos, assim, em nome da Igreja eu vos envio: Ide e anunciai a Boa Nova de Jesus Cristo às famílias de nossa paróquia.
Missionários: AMÉM.
(A comunidade acolhe com uma salva de palmas.)

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

FORMAÇÃO - Novo Projeto de Catequese 2017

1º Encontro: PROJETO DE CATEQUESE (com Padre José Eduardo em 06/09/2017)


Objetivo Geral
  • Desenvolver um processo catequético que seja capaz de converter as pessoas a Jesus Cristo, formando discípulos missionários que deem testemunho de sua fé na sociedade.
  • Renovar a comunidade paroquial através de uma transmissão da fé cristã que seja capaz de responder aos desafios da evangelização na nossa cidade.
Objetivo Específico
  • Propor um itinerário que garanta aos adultos, jovens e crianças a participarem e se comprometerem com Jesus Cristo na comunidade e na sociedade.
Justificativa
  • Vivemos uma mudança de época e seu nível mais profundo é o cultural.
  • Catequese demasiadamente voltada para a doutrina.
  • Atualmente, em termos gerais, a iniciação cristã é pobre e fragmentada. 
Estratégias
Formação mensal sobre Iniciação cristã e suas etapas
* Formação sobre a conjuntura social e cultural nos dias de hoje


Responsável
* Pároco
* Catequistas
* Agentes de pastoral
* Pais 

Prazo
* 12 meses
Observação: O padre recomendou a leitura do Documento 107 da CNBB, sobre a Iniciação à vida cristã (livro adquirido com desconto).

Anexo 1: A INICIAÇÃO CRISTÃ
§1229 Tornar-se cristão, eis algo que se realiza desde os tempos dos apóstolos por um itinerário e uma iniciação que passa por várias etapas. Este itinerário pode ser percorrido com rapidez ou lentamente. Deve sempre comportar alguns elementos essenciais: o anúncio da Palavra, o acolhimento do Evangelho acarretando uma conversão, a profissão de fé, o Batismo, a efusão do Espírito Santo, o acesso à Comunhão Eucarística.
§1230 Esta iniciação tem variado muito ao longo dos séculos e de acordo com as circunstâncias. Nos primeiros séculos da Igreja a iniciação cristã conheceu um grande desenvolvimento com um longo período de catecumenato e uma sequência de ritos preparatórios que balizavam liturgicamente a caminhada da preparação catecumenal e que desembocavam na celebração dos sacramentos da iniciação cristã.
§1231 Quando Batismo das crianças se tornou amplamente a forma habitual da celebração deste sacramento, esta passou a ser um único ato que integra de maneira muito resumida as etapas prévias à iniciação cristã. Por sua própria natureza, o Batismo das crianças exige um catecumenato pós-batismal. Não se trata somente da necessidade de uma instrução posterior ao Batismo, mas do desabrochar necessário da graça batismal no crescimento da pessoa. E o lugar próprio do catecismo.
§1232 O Concílio Vaticano II restaurou, para a Igreja latina, "o catecumenato dos adultos, distribuído em várias etapas". Encontram-se tais ritos no Ordo initiationis christianae adultorum (Ritual da iniciação cristã dos adultos). O Concílio por sua vez permitiu que, "além dos elementos de iniciação fornecidos pela tradição cristã", fossem admitidos "em terras de missão estes outros elementos de iniciação cristã, cuja prática constatamos em cada povo, na medida em que possam ser adaptados ao rito cristão".
§1233 Hoje em dia, portanto, em todos os ritos latinos e orientais, a iniciação cristã dos adultos começa desde a entrada deles no catecumenato, para atingir seu ponto culminante em uma única celebração dos três sacramentos: Batismo, Confirmação e Eucaristia. Nos ritos orientais a iniciação cristã das crianças começa no Batismo, seguido imediatamente pela Confirmação e pela Eucaristia, ao passo que no rito romano ela prossegue durante os anos de catequese, para terminar mais tarde com a Confirmação e a Eucaristia, ápice de sua iniciação cristã.
Fonte: Catecismo da Igreja Católica (consultado em http://catecismo-az.tripod.com/conteudo/a-z/h/iniciacao.html)

Anexo 2: Quadro do Itinerário da Iniciação à vida cristã
Fonte: Catequese nos dias de hoje (consultado em http://catequesenspaz-2009.blogspot.com.br/2014/02/)

2º EncontroA VOCAÇÃO DE SER CATEQUISTA (com a Catequista Rossana, em 04/10/2017)

"O catequista tem sede de Deus": João 4, 4-29 (leitura orante e partilhada)

I. Colocamo-nos em clima de oração: 

"Vem, Espírito Santo, vem! Vem iluminar!" (2X)
_ Nossas angústias, vem iluminar! * Nossas ideias vem, iluminar! * Nossas famílias, vem iluminar! * Toda a Igreja, vem iluminar!


Vinde, Espirito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor! Enviai o vosso Espírito e tudo será criado. E renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus que instruístes os corações dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo espírito e gozemos sempre da sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém. 

II. Lemos a passagem bíblica... O que a Palavra diz?
Uma pessoa lê com tranquilidade e em voz alta o trecho escolhido. Outra relê da mesma forma... É para a Palavra penetrar em nosso coração.
_ Qual o contexto dessa passagem bíblica? (Região seca e o poço de Jacó. Todos nós somos chamados somos chamados para saciar essa sede em Cristo.)
_ Quais os sentimentos que essa Palavra me provoca? 
_ Uma palavra que me chamou a atenção...

III. O que essa Palavra diz para mim?

IV. O que essa Palavra me chama a dizer para Cristo?

V. Contemplamos a Palavra





Anexo 1: CAMPANHA MISSIONARIA 2017
Tema: A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída
Lema
Juntos na missão permanente
Outubro é o Mês das Missões, um período de intensificação das iniciativas de animação e cooperação missionária em todo o mundo. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, penúltimo domingo de outubro (este ano dias 21 e 22), conforme instituído pelo papa Pio XI em 1926.“A alegria do Evangelho para uma Igreja em saída”. Este é o tema escolhido pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM) para a Campanha Missionária de 2017. 
É o mesmo o tema do 4º Congresso Missionário Nacional, que aconteceu nos dias 7 a 10 de setembro em Recife (PE).
Tudo está em sintonia como os ensinamentos do papa Francisco quando afirma: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontraram com Jesus” (EG 1). Essa alegria precisa ser anunciada pela Igreja que caminha unida, em todos os tempos e lugares, e em perspectiva ad gentes. Por isso, o lema: “Juntos na missão permanente”.
Oração do Mês Missionário 2017
Deus de misericórdia, que enviaste o Teu Filho Jesus Cristo e nos sustentas com a força do Espírito Santo, ensina-nos a caminhar juntos e, a exemplo de Maria, nossa Mãe Aparecida, na celebração dos 300 anos do encontro da imagem, sejamos, em toda a parte, testemunhas proféticas da alegria do Evangelho para uma Igreja em saída. Amém.
Mensagem do papa para o Dia Mundial das Missões
Com o título “A missão no coração da fé cristã”, a Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões 2017 encontra-se nas páginas centrais do livrinho da Novena.
“Qual é o fundamento da missão? Qual é o coração da missão? Quais são as atitudes vitais da missão?”, pergunta Francisco e afirma: “A missão da Igreja é animada por uma espiritualidade de êxodo contínuo”. Trata-se de “sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG 20). (…) A missão adverte a Igreja de que não é fim em si mesma, mas instrumento e mediação do Reino”, diz o papa.

3º Encontro - Tema 1: CATEQUESE E LITURGIA (com o Pe. José Eduardo em 01/11/2019)
A liturgia está ligada à Palavra de Deus de tal modo que é impossível celebrar sem ouvir a Palavra de Deus, portanto, a liturgia é lugar de escuta e acolhida da Boa-Nova de Jesus Cristo (cf. CIC 1071-1073; DAp 350). Mas para que esta acolhida seja eficaz é necessário que o catequizando seja iniciado nos mistérios celebrados pela Igreja. Deste modo, o tempo de catequese deve ser um tempo em que o catequizando participe de oficina de liturgia, de oração, que possibilitem verdadeiro encontro com Jesus Cristo.
O catequista precisa identificar na comunidade espaços de encontro com Cristo pela Palavra, pelos Sacramentos e de modo especial na Sagrada Eucaristia. A nossa Igreja tem muitos momentos litúrgicos celebrativos tais como: Novena de Natal, Campanha da Fraternidade em família, Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, vigílias, Ofício Divino das Comunidades, festas do padroeiro das paróquias e comunidades, celebração dos sacramentos, celebração da esperança e da Eucaristia. E outras.
A liturgia reflete a identidade da comunidade cristã. Jesus chama a quem Ele quer para estar com Ele, para alimentá-los em suas duas mesas, a mesa da Palavra e a mesa do Pão, e para enviá-los em missão. A liturgia é expressão mais autêntica de diálogo de Deus com seu Povo e do povo com Deus. Na liturgia, a comunidade faz memória dos gestos de caridade e de amor de Jesus para com seus discípulos. A liturgia é ação de toda comunidade cristã, nela o catequista entra na mais perfeita comunhão com os irmãos formando um só corpo em Jesus Cristo.
A catequese transmite ao catequizando a fé celebrada e o prepara para participar da celebração do Mistério Pascal de Cristo. A catequese conduz o catequizando
O passo a passo na celebração litúrgica de modo que palavras, gestos, sinais, símbolos, cânticos, hinos, salmos e a Palavra proclamada sejam acolhidos como ação de Cristo e da Igreja e levados para a vida.
A Igreja indica, como lugares de encontro com Jesus Cristo, a liturgia, o exercício da leitura da Palavra de Deus e, de modo todo especial, a Eucaristia. Em cada Eucaristia, os cristãos celebram e assumem viver sua fé na centralidade do mistério pascal de Cristo, participando nele de maneira que toda a sua vida seja cada vez mais vida eucarística” (cf. DAp 250-251).
A liturgia é a obra de Cristo inteiro, cabeça e corpo. Nosso sumo Sacerdote a celebra sem cessar na liturgia celeste, com a santa mãe de Deus, os apóstolos, todos os santos e a multidão dos que já entraram no Reino (CIC 1187). Na liturgia da Igreja, Cristo significa e realiza principalmente seu mistério pascal (CIC 1085). A Liturgia é sinal e instrumento da graça e se desenvolve na celebração da Palavra, da Eucaristia, e dos outros sacramentos (CNBB – Documento 43, n. 156. Animação da vida litúrgica no Brasil). A Liturgia e a comunidade cristã estão tão unidas que é impossível existir comunidade cristã
sem liturgia. A liturgia é o caminho natural pelo qual Deus se comunica com o seu povo, por meio dela a comunidade cultiva a memória do Redentor.

Fonte:
RIXEN, Dom Eugênio e VILLALBA, Margareth (organizadores). “Para aprofundar” (pg 72-73) In FORMAÇÃO DE CATEQUISTAS: uma proposta de iniciação cristã. Petrópolis: Vozes, 2012.
Referências bibliográficas:
CIC = Catecismo da Igreja Católica
DAp = Documento de Aparecida (CELAM 2006)



3º Encontro - Tema 2CATEQUESE FAMILIAR (com Padre José Eduardo em 01/11/2017)
Quando se fala de catequese familiar gera-se confusão à volta deste modelo de formação cristã, tanto por parte dos promotores e agentes de pastoral como dos pais. Uns veem, na catequese familiar, um ensinamento religioso ministrado pelos pais aos filhos, à semelhança do que o catequista faz, na catequese paroquial. Outros veem-na como uma instrução sobre as verdades da fé, dada por um catequista a alguns pais juntamente com seus filhos, na casa de um deles; para outros, consiste no acompanhamento e apoio que os pais dão aos filhos que participam da catequese paroquial, ajudando-os na elaboração dos trabalhos que a criança leva para serem feitos em casa (modelo escolástico); outros ainda, consideram-na a formação que é dada aos pais no sentido de capacitá-los para exercerem o ministério da educação cristã na sua família. Todas estas formas de pastoral familiar são relevantes, mas, talvez, insuficientes.
Outro aspeto a ter em conta é o facto de que, em nome de uma pastoral orgânica, a responsabilidade educativa dos pais deve iniciar-se desde a gênese da família, a partir do momento em que decidem casar. Portanto, o bom sucesso da ação educativa dos pais deve pressupor toda uma pastoral por etapas, que passamos a indicar sucintamente:
1. Numa primeira etapa, a educação para a responsabilidade educativa dos futuros pais deve iniciar-se quando pedem à Igreja para casarem, durante os encontros de preparação para o matrimônio.
2. Na segunda, deve-se educar para a responsabilidade educativa os pais e os padrinhos que pedem à Igreja o Sacramento do Batismo, e por ocasião de toda a pastoral do batismo por etapas.
3. Na terceira etapa de educação para a responsabilidade educativa acontece quando os pais inscrevem os filhos na catequese comunitária de iniciação cristã, levando-os à celebração dos sacramentos da Eucaristia, Penitência e Confirmação. Classificamos toda esta pastoral familiar em dois grupos: com e da família. Explicitamos, então, estas várias modalidades de Catequese Familiar:

A. Com a família. Trata-se da solicitude por parte da comunidade cristã para com a família, para que, através de uma catequese apropriada, possa conhecer e aprofundar o dom de Deus oferecido no dia do matrimónio e possa ser testemunha eficaz desse mistério de amor. A ação pastoral para com a família deve considerar:
·  A catequese com jovens e adultos que se preparam para o matrimónio cristão e, portanto, para constituírem uma família;
·  Catequese de acompanhamento e aprofundamento da fé («mistagógica») com os jovens casais, sobretudo nos primeiros anos da sua vida familiar;
·    Catequese com os pais que pedem o batismo para os seus filhos;
·   Catequese com os pais cujos filhos seguem o caminho da iniciação cristã.
Estas formas de catequese, tão úteis, só o serão plenamente se fizerem parte de um projeto uno e tendo como objetivo proporcionar às famílias (no seu conjunto: pais, filhos e outros membros) o progressivo e sistemático aprofundamento da fé recebida no batismo.

B. Da família. É a forma mais exigente de catequese familiar. Trata-se de exercitar, o ministério de catequistas para com os filhos, por parte dos pais, estando ao serviço da palavra e da vida, quer no ritmo ordinário da vida, quer em momentos que determinam o desenvolvimento da fé, tal como os sacramentos, a educação moral e a oração. Sublinha-se o aspeto quotidiano da sua missão de catequistas: interpretando os acontecimentos, circunstâncias, mudanças, à luz da Palavra de Deus, e promovendo o acolhimento e meditação da mesma Palavra, empenhando-se em participar na vida da comunidade cristã e civil como quem edifica o Reino de Deus.

Fonte:



REUNIÃO COM OS CATEQUISTAS MISSIONÁRIOS

O objetivo dessas catequeses é evangelizar as famílias através da Palavra de Deus, anunciada com alegria!
Para isso, pensamos nos seguintes temas para cada mês:

FEV. Campanha da Fraternidade. Tema: "Fraternidade e superação da violência". Lema: "Somos todos irmãos!" (Mt 23,8)

MAR. Tempo Quaresmal

ABR. Páscoa, vida nova!

MAI. Mês Mariano/ Dia do Trabalhador/ Pentecostes/ Dia das Mães

JUN. Vida dos santos, imagens

JUL. Padroeira, Nossa Senhora da Paz

AGO. Mês vocacional/ Semana da Família

SET. A Palavra de Deus

OUT. Mês Missionário/ Eleições/ Missão da Igreja/ Nossa Senhora Aparecida/ Aniversário da cidade

NOV. Finados/ Cidadania/ Consciência Negra


Outras sugestões:

* Fichas mais simples (só a primeira parte)

* Confecção de Faixa divulgando as missões

* Reunião mensal (1ª Quarta-feira de cada mês): 07/2, 07/3, 04/4, 02/5, 06/6, 04/7, 01/8, 05/9, 03/10, 07/11, 05/12.

* Folder com horário das missas (e outras atividades)

* Bênção do óleo (2º Domingo, 19h)

* Aquisição de livrinhos da CF2018

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

SEMANA CATEQUÉTICA - Janeiro de 2017

1º Tema: PESSOA, VOCACÃO E MISSÃO DO CATEQUISTA
(material selecionado por Pe. José Eduardo Ferreira para a formação de 23/01/2017)


PESSOA

Catequista é pessoa: de fé, que testemunha a fé, engajada na comunidade, sensível aos problemas da humanidade, com atitude de amor. Pessoa autêntica, alegre, responsável, capaz de diálogo.

·       O catequista deve ter uma espiritualidade profunda de adesão a Jesus Cristo e à Igreja. Deve testemunhar por sua vida, seu compromisso com Cristo, a Igreja e sua comunidade. Deve ser uma pessoa de oração e alimentar sua vida com a Palavra de Deus.

·       Deve ser uma pessoa integrada na sua comunidade. A catequese, hoje, deve ser comunitária. Por isso, o catequista é alguém capaz de relacionamento fraterno.

·       O Catequista precisa de uma consciência crítica diante de fatos e acontecimentos. Deve levar a comunidade à reflexão sobre a sua realidade, à luz da Palavra de Deus.

·       Ter sempre uma atitude de animador. Saber ouvir e dialogar, caminhando junto com a comunidade.

·       O catequista deve conhecer a fundo a mensagem que vai transmitir. Deve conhecer a Bíblia e saber interpretá-la; deve saber ligar a vida à Palavra de Deus e vice-versa.

·       O catequista precisa ter também certas qualidades "humanas":

a) Ser uma pessoa psicologicamente equilibrada (saber lidar com os problemas, equilibrar as emoções);

b) Saber trabalhar em equipe, ter uma certa liderança e ser criativo;

c) Ser uma pessoa responsável e perseverante. Responsabilidade e pontualidade são necessárias;

d) Ter amor aos catequizandos e ter algumas noções de psicologia, didática e técnica de grupo;

e) Sentir dentro de si a vocação de catequista.

(FONTE: Qualidades de um bom catequista in http://www.catequisar.com.br/texto/catequista/doc/01.htm, originalmente em http://arquidioceserp.org.br )


VOCACÃO– “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui Eu que vos escolhi” (João 15,16)

·       Vocação é um chamado que Deus faz a cada pessoa. Ele tem um projeto de construção de seu Reino e necessita de colaboradores. A resposta a esse chamado se dá através da missão assumida. A própria Sagrada Escritura traz alguns textos que narram a experiência de pessoas que foram tacadas pelos apelos da vida, dos acontecimentos da história e responderam ao chamado de Deus.
·       Abraão foi chamado a sair de si mesmo para construir um mundo melhor. Deus o chamou para liderar o projeto da formação do seu povo. Moisés foi chamado para animar e libertar o povo escravizado. Jonas foi chamado para converter uma cidade. João Batista recebeu a missão de preparar a vinda do Senhor. Os apóstolos foram chamados, pelo próprio Jesus, para a propagação do Reino. Maria foi chamada para cooperar no plano salvífico de Deus.
·       A vocação catequética não é diferente. É um chamado que Deus faz às pessoas que se comprometem com o trabalho de construção do seu Reino. Um chamado a sair de si mesmo e ir ao encontro do outro, fazendo-o se encantar por Jesus Cristo e sua proposta de vida plena. O catequista é alguém que recebeu o chamado para exercer este ministério. É um passo a mais no seguimento e no testemunho a Jesus Cristo.
·       A vocação do catequista se revela com o atendimento a esse chamado para assumir, verdadeiramente, o batismo e anunciar, com alegria, o Reino de Deus. É chamado a refletir em seu rosto a alegria, o entusiasmo, o encantamento por Jesus e seu projeto. “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça; transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher.” (DA 18). Desta forma, o catequista é alguém chamado a conhecer Jesus Cristo, amá-lo e levar sua mensagem a todos por meio do testemunho de vida.

MISSÃO
·       A missão do catequista é atrair as pessoas ao seguimento de Jesus e fazer experiência do amor de Deus. Portanto é uma \pessoa escolhida por Deus, através da Igreja e, por ela, encarregada para ser sinal-instrumento eficaz, para transmitir, com a própria vida e pela Palavra, a Boa Nova do Reino de Deus que se revelou plenamente em Jesus Cristo.

·       Diante desse chamado para ser encantador de pessoas por Jesus, o catequista precisa ser uma pessoa que ama e se sente realizada; pessoa de maturidade humana e de equilíbrio psicológico; pessoa de espiritualidade, que deseja crescer na santidade; que alimenta sua vida na força do Espírito Santo, para transmitir a mensagem com coragem, com entusiasmo e ardor; que se nutre da Palavra de Deus, da vida de oração, da Eucaristia e da devoção mariana.

·       O catequista é pessoa que descobre o rosto de Deus nas pessoas, nos pobres, na comunidade, no gesto de justiça e de partilha e nas realidades do mundo. É pessoa integrada no seu tempo e identificada com sua gente. "Olha o mundo com os mesmos olhos com que Jesus contemplava a sociedade de seu tempo" (DGC 16).

·       O catequista é ainda uma pessoa em processo de crescimento e de aprendizado, desde a infância até a velhice. É alguém que sabe que não basta boa vontade: é preciso atualização. É pessoa de comunicação, capaz de construir comunhão e cultivar amizades; pessoa capaz de conviver e de fazer a experiência da partilha em comunidade.

·       Ser catequista é assumir a missão de Jesus Cristo, ser verdadeiramente outro Cristo, ser sinal visível de Deus, fazer ressoar a Palavra de Deus por meio da vida e dos ensinamentos. Ser catequista é ser Igreja, assumir a identidade de Igreja e testemunhar a graça e o amor de Deus em comunhão com a Igreja, Sacramento de salvação.

·       Assim, para desempenhar bem, este bonito ministério e exercer bem a missão, o catequista deve ser pessoa simples, capaz de receber a tbdos. Deve ser pessoa atenciosa e sensível para escutar conforme as necessidades de cada catequizando; disponível para o serviço; pessoa de fé e de bons exemplos; autêntica e honesta consigo mesma e com os outros. Deve ser ponto de união e de comunhão; um animador quê leve a comunidade a crescer no caminho de Jesus Cristo.

(Fonte: BARBOSA, Almerindo da Silveira. A vocação e a pessoa do catequista in http://www.catequesehoje.org.br/index.php/raizes/catequista/58-vocacao-catequista em 02/05/2012)


QUESTIONAMENTOS:

1. Quais outras qualidades são indispensáveis para ser catequista hoje? Olhando para os evangelhos, quais atitudes presentes em Jesus são necessárias ao catequista?

2. Como senti o chamado de Deus para ser catequista? Quais os meios (mediações) que Deus se utilizou para me chamar?

3. Tem algum relato de vocação na Bíblia que me chama a atenção? Vamos procurar mais um exemplo de vocação que possa iluminar a vocação do catequista?

(FONTE: Catequista Verinha. Catequistas somos pessoas amadas por Deus in http://veracatolico.blogspot.com.br/2014/01/catequistas-somos-pessoas-amadas-por.html em 22/01/2014)


2º Tema. NO CORAÇÃO DA CATEQUESE: CRISTO
(material selecionado por Pe. José Eduardo Ferreira para a formação de 24/01/2017)


CRISTO É O CENTRO DA CATEQUESE*
426. «No coração da catequese, encontramos essencialmente uma Pessoa: Jesus de Nazaré, Filho único do Pai ..., que sofreu e morreu por nós e que agora, ressuscitado, vive conosco para sempre ... Catequizar ... é revelar, na Pessoa de Cristo, todo o desígnio eterno de Deus que nela se realiza. É procurar compreender o significado dos gestos e das palavras de Cristo e dos sinais por Ele realizados» (7). O fim da catequese é «pôr em comunhão com Jesus Cristo: somente Ele pode levar ao amor do Pai, no Espírito, e fazer-nos participar na vida da Santíssima Trindade» (8).
427. «Na catequese, é Cristo, Verbo Encarnado e Filho de Deus, que é ensinado; tudo o mais é-o em referência a Ele. E só Cristo ensina. Todo e qualquer outro o faz apenas na medida em que é seu porta-voz, consentindo em que Cristo ensine pela sua boca. Todo o catequista deveria poder aplicar a si próprio a misteriosa palavra de Jesus: "A minha doutrina não é minha, mas d'Aquele que Me enviou" (Jo 7, 16)» (9).
428. Aquele que é chamado a «ensinar Cristo» deve, portanto, antes de mais nada, procurar «esse lucro sobre eminente que é o conhecimento de Jesus Cristo». Tem de «aceitar perder tudo [...] para ganhar Cristo e encontrar-se n'Ele» e «conhecê-Lo, a Ele, na força da sua ressurreição e na comunhão com os seus sofrimentos, conformar-se com Ele na morte, na esperança de chegar a ressuscitar dos mortos» (Fl 3, 8-11).

429. Deste conhecimento amoroso de Cristo brota o desejo de O anunciar, de «evangelizar» e levar os outros ao «sim» da fé em Jesus Cristo. Mas, ao mesmo tempo, faz-se sentir a necessidade de conhecer sempre melhor esta fé. Com esse objetivo, seguindo a ordem do Símbolo da fé, primeiro serão apresentados os principais títulos de Jesus: Cristo, Filho de Deus, Senhor (Artigo 2). O Símbolo confessa, em seguida os principais mistérios da vida de Cristo: da sua Encarnação (Artigo 3), da sua Páscoa (Artigos 4 e 5) e, por fim, da sua Glorificação (Artigos 6 e 7).

A VIDA EM CRISTO**
1697. Na catequese, importa revelar com toda a clareza a Igreja e as exigências do caminho de Cristo (19). A catequese da «vida nova» n'Ele (Rm 6, 4), deve ser:

- Uma catequese do Espírito Santo, mestre interior da vida segundo Cristo, doce hóspede e amigo que inspira, guia, retifica e fortalece essa vida;
- Uma catequese da graça, pois é pela graça que somos salvos e também é pela graça que nossas obras podem ser frutuosas para a vida eterna;
- Uma catequese das bem-aventuranças, porque o caminho de Cristo se resume nelas e é o único caminho da felicidade eterna a que o coração do homem aspira;

- Uma catequese do pecado e do perdão, porque, sem se reconhecer pecador, o homem não pode conhecer a verdade sobre si mesmo, condição dum procedimento justo: e, sem a oferta do perdão, não seria capaz de suportar aquela verdade;

- Uma catequese das virtudes humanas, que faz apreender a beleza e o atrativo das retas disposições para o bem;

- Uma catequese das virtudes cristãs da fé, esperança e caridade, que se inspira abundantemente no exemplo dos santos;
- Uma catequese do duplo mandamento da caridade exposto no decálogo;

- Uma catequese especial, porque é nas múltiplas permutas dos «bens espirituais», na «comunhão dos santos», que a vida cristã pode crescer, desenvolver-se e comunicar-se.

1698. A referência, primeira e última, desta catequese será sempre o próprio Jesus Cristo, que é «o caminho, a verdade e a vida» (Jo 14, 6). De olhos postos n'Ele com fé, os cristãos podem esperar que Ele próprio realize neles as suas promessas estimando-O com o amor com que Ele os amou, podem fazer as obras correspondentes à sua dignidade:
«Rogo-te que penses em nosso Senhor Jesus Cristo como tua verdadeira cabeça, e em ti como um dos seus membros. Ele é para ti como a cabeça para os membros. Tudo o que é d'Ele, é teu: o espírito, o coração, o corpo, a alma e todas as faculdades. Deves usar de todas elas como se fossem realmente tuas, para servir, louvar, amar e glorificar a Deus. Tu és para Ele como um membro em relação à cabeça: e, por isso, também Ele deseja ardentemente servir-Se de todas as tuas faculdades como se fossem suas, para servir e glorificar o Pai.» (20) «Para mim, viver é Cristo» (Fl 1, 21).
____
Trechos extraídos do Catecismo da Igreja Católica
* Primeira Parte, Segunda Seção, Capítulo II
** Terceira Parte, Introdução